Para aumentar o score de crédito, o caminho mais seguro é pagar as contas em dia, regularizar dívidas atrasadas, manter o Cadastro Positivo atualizado e evitar pedidos excessivos de crédito. Essas atitudes ajudam a construir um histórico financeiro mais confiável. A pontuação, porém, não sobe automaticamente: os resultados dependem das informações registradas e do comportamento financeiro ao longo do tempo.
Quem está com o score baixo pode começar identificando o que prejudica sua pontuação. Nem sempre é necessário ganhar mais dinheiro ou contratar novos produtos bancários. Muitas vezes, a diferença está em organizar compromissos que já fazem parte da rotina.
O que é o score de crédito e por que ele pode estar baixo?
O score de crédito é uma pontuação utilizada para estimar a probabilidade de uma pessoa pagar seus compromissos financeiros. No caso do Serasa Score, a escala vai de 0 a 1.000 pontos.
Quanto maior a pontuação, melhor tende a ser a avaliação do histórico de crédito. Isso pode ajudar na análise de cartões, empréstimos e financiamentos, mas não garante aprovação.
Cada instituição financeira também considera critérios próprios, como renda, capacidade de pagamento e relacionamento bancário.
Segundo a Serasa, atrasos, dívidas negativadas, consultas para concessão de crédito e informações do Cadastro Positivo estão entre os fatores considerados no cálculo.
[Fonte: Serasa – O que é o Serasa Score?]
Ter um score de crédito baixo não significa necessariamente estar com o nome negativado. Uma pessoa pode não possuir dívidas em atraso e, mesmo assim, apresentar uma pontuação reduzida por ter pouco histórico financeiro.
Como aumentar o score de crédito com 7 atitudes práticas?
Não existe uma fórmula que garanta determinada quantidade de pontos. Entretanto, algumas medidas ajudam a melhorar as informações utilizadas na avaliação do consumidor.
1. Pague suas contas até a data do vencimento
O histórico de pagamentos é um dos elementos mais relevantes para quem deseja melhorar o score.
Organize os vencimentos de cartões, empréstimos e financiamentos. Quando possível, programe lembretes ou pagamentos automáticos para reduzir o risco de esquecimentos.
Se o salário entra no dia 5, por exemplo, pode ser mais conveniente solicitar que a fatura do cartão vença alguns dias depois.
O objetivo é simples: criar uma sequência consistente de pagamentos pontuais, sem depender de improvisos todos os meses.
2. Negocie dívidas negativadas que realmente existem
Dívidas negativadas podem prejudicar a pontuação. Por isso, consulte suas pendências e procure negociar aquelas que reconhece.
Antes de aceitar uma proposta, confira o valor total, os juros e se as parcelas cabem no orçamento. Um acordo impossível de manter pode provocar novos atrasos.
Quem enfrenta dificuldades com a fatura pode consultar nosso guia sobre como sair das dívidas do cartão de crédito ganhando pouco.
Regularizar uma pendência pode favorecer a recuperação do score, mas o aumento não é garantido nem necessariamente imediato.
3. Mantenha o Cadastro Positivo ativo e confira as informações
O Cadastro Positivo reúne informações sobre pagamentos e compromissos financeiros, permitindo que o histórico do consumidor seja avaliado além das dívidas atrasadas.
Na regra geral, a abertura do cadastro ocorre automaticamente, com possibilidade de cancelamento pelo consumidor.
Vale conferir se os contratos e pagamentos registrados estão corretos. Caso encontre inconsistências, solicite uma revisão pelos canais do gestor do cadastro.
O Banco Central explica que diferentes gestores podem utilizar metodologias próprias para calcular suas pontuações.
[Fonte: Banco Central – Cadastro Positivo]
4. Evite solicitar vários cartões e empréstimos em pouco tempo
Pedir crédito repetidamente pode gerar consultas ao CPF para avaliação de risco. Uma concentração dessas consultas pode influenciar negativamente o score.
Isso não significa que você deva evitar crédito para sempre.
A recomendação é pesquisar as condições antes de apresentar solicitações formais e contratar somente quando houver necessidade.
Consultar o próprio score não é o mesmo que solicitar crédito a uma instituição. Você pode acompanhar sua pontuação sem receio de prejudicá-la apenas por fazer essa consulta.
5. Atualize seus dados cadastrais
Informações cadastrais também participam da avaliação do Serasa Score.
Acesse sua conta na Serasa e confira endereço, telefone e outros dados solicitados pela plataforma.
Manter o cadastro correto ajuda a evitar divergências. Entretanto, atualizar o telefone ou endereço não garante aumento de pontos.
O benefício está em permitir que a avaliação utilize informações consistentes sobre o consumidor.
6. Use o crédito disponível sem comprometer o orçamento
Ter cartão de crédito não é uma exigência para conseguir um bom score. O que importa é a forma como os compromissos são administrados.
Evite acumular parcelas que consumam grande parte da renda. Procure pagar integralmente a fatura até o vencimento e não utilize o limite como complemento permanente do salário.
Se uma compra de R$ 600 pode ser paga à vista com desconto, avalie se realmente compensa parcelá-la.
Nosso comparativo sobre parcelar sem juros ou pagar no Pix ajuda nessa decisão.
O cuidado principal é não assumir dívidas apenas para tentar movimentar o CPF. Contratar crédito desnecessário não é uma estratégia segura para subir o score.
7. Acompanhe a pontuação e corrija informações incorretas
Entre no site oficial da Serasa e consulte gratuitamente sua pontuação.
Observe o histórico e os fatores apresentados pela plataforma. Uma queda isolada não significa necessariamente que houve negativação.
Se aparecer uma dívida desconhecida, confira os detalhes antes de pagar. Cobranças indevidas devem ser contestadas.
Você também pode verificar informações sobre empréstimos e financiamentos no Registrato, do Banco Central.
O relatório do Sistema de Informações de Créditos (SCR) permite consultar compromissos informados por instituições financeiras. Ele não é uma consulta ao Serasa Score, mas ajuda a identificar contratos e possíveis divergências.
Quais atitudes ajudam mais a melhorar o score?
A tabela abaixo mostra como cada comportamento se relaciona com a pontuação. Não existe uma quantidade fixa de pontos atribuída a cada atitude.
| Atitudes e possíveis efeitos no score | |
|---|---|
| Pagar contas em dia | |
| Efeito: favorece um histórico positivo de pagamentos. | |
| Cuidados: manter regularidade nos vencimentos. | |
| Regularizar dívidas | |
| Efeito: reduz pendências negativas que podem afetar a avaliação. | |
| Cuidados: negociar parcelas sustentáveis. | |
| Manter o Cadastro Positivo | |
| Efeito: permite considerar informações positivas de pagamentos. | |
| Cuidados: verificar registros incorretos. | |
| Reduzir pedidos de crédito | |
| Efeito: evita concentração de consultas relacionadas à concessão de crédito. | |
| Cuidados: pesquisar antes de solicitar. | |
| Atualizar dados cadastrais | |
| Efeito: mantém informações utilizadas na avaliação corretas. | |
| Cuidados: não esperar aumento automático. | |
Quanto tempo demora para o score aumentar?
Não existe um prazo único para o score subir. A pontuação é recalculada conforme novas informações financeiras são recebidas e consideradas.
Uma pessoa que começou a pagar suas contas pontualmente pode precisar de um período maior para construir um histórico consistente.
Já a regularização de determinadas dívidas pode produzir efeitos mais rápidos, dependendo das condições e dos registros atualizados.
A Serasa informa que algumas dívidas negativadas pagas via Pix, dentro das condições do Serasa Limpa Nome, podem gerar aumento imediato. Essa possibilidade não vale para todos os acordos e não garante uma pontuação específica.
[Fonte: Serasa – Perguntas frequentes sobre o Score]
O melhor acompanhamento é observar a evolução ao longo dos meses, em vez de consultar os pontos várias vezes por dia esperando mudanças.
O que não aumenta o score de crédito?
Algumas recomendações populares confundem consumidores e podem até gerar gastos desnecessários.
Colocar CPF na nota fiscal não aumenta o Serasa Score. A prática pode participar de programas fiscais estaduais, mas não funciona como mecanismo de elevação da pontuação.
Também não há garantia de melhora ao movimentar dinheiro entre contas próprias, pagar boletos por Pix ou contratar empréstimos sem necessidade.
Desconfie de empresas ou pessoas que prometem aumentar sua pontuação mediante pagamento.
Nenhum intermediário pode garantir um score específico mediante transferência bancária ou Pix.
A orientação é utilizar somente canais oficiais e nunca fornecer senhas, códigos de autenticação ou documentos a desconhecidos.

É possível aumentar o score mesmo ganhando pouco?
Sim. A renda não determina sozinha a pontuação de crédito.
Uma pessoa com salário modesto pode construir um histórico favorável quando administra seus compromissos dentro da própria capacidade financeira.
Imagine alguém que recebe R$ 1.800 e possui uma fatura mensal de R$ 250. Se mantém o pagamento integral e evita atrasos, demonstra regularidade no cumprimento dessa obrigação.
Isso não significa que ganhar pouco garanta pontuação alta. O exemplo mostra apenas que organização e histórico de pagamento são diferentes do valor da renda.
Para evitar novos atrasos, vale conhecer o método 50/30/20 adaptado ao salário baixo, ajustando os gastos à realidade da família.
Como aumentar o score de crédito sem cair em falsas promessas?
O primeiro passo é consultar a pontuação atual e identificar quais fatores merecem atenção.
Depois, escolha medidas que consiga manter: organizar vencimentos, negociar pendências reconhecidas e acompanhar os registros do Cadastro Positivo.
Não é necessário resolver tudo em um único mês. Melhorar o histórico financeiro exige continuidade, principalmente quando existem atrasos antigos.
Lembre-se também de que score alto não garante cartão, empréstimo ou financiamento aprovado. Cada instituição avalia o risco conforme suas próprias políticas.
Conclusão: qual é o primeiro passo para aumentar o score?
Para aumentar o score de crédito, comece verificando gratuitamente sua pontuação e identificando se existem atrasos, dívidas ou informações incorretas.
Em seguida, priorize pagamentos em dia e evite compromissos que não cabem no orçamento.
O objetivo não deve ser apenas alcançar mais pontos, mas construir um histórico financeiro confiável que facilite suas decisões quando realmente precisar de crédito.